Flex investe R$1,5 mi em máquina que facilita produção de colchões

Veja galeria de fotos acima

postado em 19 de Junho de 2019 17h59

Flex do Brasil já está com sua mais nova máquina para produção de colchões em operação, a planta industrial de Limeira (SP) recebeu o equipamento este mês. O investimento feito foi de R$ 1,5 milhão, que será revertido em ganhos de produtividade, custos e flexibilidade, de acordo com o planejamento feito pela empresa. A Flex do Brasil produz colchões das marcas Simmons, Flex e Epeda.

O aporte chama a atenção ante o cenário adverso. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no primeiro trimestre de 2019 a atividade industrial no país recuou 0,7% em relação ao quarto trimestre do ano passado. Os investimentos registraram queda de 1,7%. "Enquanto o mercado mantém a cautela, à espera de sinais mais claros de como a economia vai se comportar, o Grupo Flex continua apostando no Brasil", declara Edson Ayub, Diretor Geral da empresa.

No final de 2018, a Flex já havia promovido a estreia de outra aquisição para seu parque industrial: uma linha para enrolar colchões de molas e acondicioná-los a vácuo em filme plástico, que facilita a movimentação dos produtos e o transporte pelo consumidor. Essa novidade já pode ser vista em lojas da rede de móveis e decoração Etna.

 

Processos simplificados

A máquina recém-instalada permitirá à Flex produzir molas ensacadas de variadas alturas, bem como formar suas respectivas armações (molejos). "Antes, utilizávamos três equipamentos para essas tarefas. Agora, uma única máquina poderá atender a todas as nossas necessidades, o que representa o dobro da capacidade de produção diária de molejos", detalha Dirceu Tomaz, coordenador de processos e qualidade da Flex do Brasil.

Tomaz destaca que a nova máquina facilita os setups, sobretudo pela possibilidade de armazenar configurações numa biblioteca virtual. As trocas de trabalhos são rápidas, eliminando a necessidade de inserção de informações a cada mudança. Os comandos são todos feitos via CLP (controlador lógico programável). "Conseguimos indicar a quantidade desejada de produção e a máquina tem parada automática ao fim do ciclo. Outra característica importante é que alarmes nos avisam quando os insumos estão próximos de acabar. O equipamento incorpora diversos elementos à prova de falha que auxiliam toda a operação", comenta o profissional da Flex.

Esse novo equipamento permite que a Flex tem uma melhor separação entre as etapas de produção e o workflow ficou todo demarcado. Tudo isso fez com que a empresa passasse por um processo de repaginação do seu chão de fábrica, permitindo uma maior capacidade de armazenagem e organização dos molejos prontos. Agora eles são classificados por medidas, em buffers (pulmões) dimensionados de acordo com a necessidade diária de produção. "Em outras palavras, instituímos um kanban", define Tomaz, referindo-se ao sistema de abastecimento e controle de estoques consagrado pela Toyota.

Tomaz ainda observa que a produção é beneficiada pelo fato de a nova máquina acomodar um volume maior de insumos, diminuindo a frequência de trocas de materiais, como bobinas de TNT (tecido não tecido, utilizado para envolver as molas) e rolos de arame. "Essa parte de alimentação da máquina também tem recursos importantes, como uma seladora automática que realiza a união de rolos, dispensando ajustes manuais", explica.

Todas as vantagens trarão quedas de custos que serão determinadas com o andar dos trabalhos. "É certo que teremos uma economia expressiva. Contudo, os ganhos em nosso sistema de qualidade e em toda a logística fabril são os pontos mais importantes", afirma Edson Ayub. Segundo o diretor geral da Flex do Brasil, os incrementos do parque industrial não param por aqui. "Seguiremos investindo para melhorar nossas operações e elevar ainda mais os padrões de nossos produtos".