Terceiro Slide

Anuário de colchões 2021

É difícil imaginar quanto a pandemia do novo coronavírus mudou a vida das pessoas, mas é possível afirmar que a maior parte, literalmente, tem sido em cima da cama. E isso elevou a imagem do colchão a um novo patamar.

As vendas dispararam e as pessoas aprenderam (ou se obrigaram) a comprar pela internet, duplicando a participação das vendas de colchões via e-commerce em relação ao ano anterior. Esse verdadeiro fenômeno não é pouca coisa e precisa ser mais bem compreendido por fornecedores, fabricantes e lojistas de colchões, especialmente para que não se perca a oportunidade de consolidar o setor neste novo patamar.

A indústria de colchões no Brasil lutou muito para chegar aonde está hoje. E contou com apoio de muitos bons fornecedores e outros tantos bons lojistas. Um novo patamar de qualidade foi criado com as Normas Técnicas para colchões de espuma e de molas, apesar das idas e vindas do Inmetro, criando nos últimos meses algumas inseguranças e incertezas sobre o que vale efetivamente nas normas.

Alguns números também soam interessantes, como por exemplo o fato de contarmos com 366 fábricas de colchões no Brasil, um mercado superior a 10 bilhões de reais. Conta também o fato de que os preços de colchões no varejo aumentaram 25,5% entre janeiro e outubro, um índice que recompõe parte dos custos enfrentados pela indústria no período.

Por sinal, a escassez e as altas às vezes exageradas de preços de insumos, foi um dos fatores que mais impactaram a indústria de colchões este ano.

Contamos hoje no Brasil com as principais tecnologias em matérias-primas, insumos e equipamentos para produzir colchões. A maior parte do que está disponível no mundo também está aqui.

E, se de um lado não somos grandes exportadores de colchões, foram apenas 186 mil peças que renderam US$ 11,5 milhões, por outro também compramos poucos colchões do exterior. Em 2020 importamos apenas 132 mil peças no valor de US$ 1,5 milhão, segundo dados da comexstat do MDIC.

Uma apurada pesquisa realizada pelo Intelligence Group mostra que existem no Brasil hoje 168,6 milhões de leitos que utilizam colchões, incluindo residenciais, hospitalares, hotelaria em geral e até o sistema prisional.

O último levantamento realizado sobre a produção de colchões no País, de 2018, mostra que o volume atingia 26 milhões de unidades, suficientes para substituir toda a demanda apontada acima em pouco mais de seis anos de uso. E seria muito saudável se assim fosse.

Mas isso não acontece, porque continuamos dependendo de um comércio de colchões ainda deficiente em relação a qualificação de vendedores, o que dificulta a transferência de informações ao consumidor sobre propriedades dos colchões. Torna-se difícil para o consumidor decidir sozinho e, na dúvida, acaba comprando o mais barato. Isso compromete o desenvolvimento do setor porque inibe a expansão do volume financeiro disponível para a compra de colchões. Como visto acima, se considerarmos 26 milhões de colchões para um comércio de 10 bilhões, temos um preço médio de pouco mais de R$ 384,00 por peça.

Nesta edição do Anuário de Colchões Brasil 2021 voltamos a insistir sobre a necessidade de tornar mais eficiente os pontos de venda, mostrando, através de diversas reportagens, a importância dos colchões na vida das pessoas. Todas as matérias têm um objetivo principal, servir como uma base de informações aos lojistas, gerentes e vendedores de colchões, para enriquecer seus conhecimentos sobre o assunto e melhorar os argumentos de vendas.

E, antes de se preocupar com as vendas de e-commerce, saiba que a maioria das pessoas que compram colchão se sentem mais satisfeitas quando fazem isso em lojas físicas.

Um dado significativo de um estudo do BSC (braço de educação do consumidor da ISPA) é que mais de dois terços dos compradores disseram que acabaram comprando em uma loja física no final de sua jornada de compra. E 75% das pessoas que responderam à pesquisa disseram estar felizes com sua experiência de compra de colchão. E observe outro ponto importante: entre os atributos mais relevantes para a escolha de colchão, preço está em quinto lugar, com apenas 48% das respostas. O mais importante é conforto (89%), seguido de durabilidade/resistência (69%), tamanho (61%) e segurança (56%).

Portanto, como vimos esse ano, existe espaço para crescimento do setor colchoeiro, é um novo despertar e que deve ser colocado no centro das discussões sobre o que precisa ser feito para manter essa demanda em alta em 2021 e muito além disso. Não podemos perder esta rara oportunidade que o consumidor está oferecendo. Ele mostrou que quer mais conforto em sua casa e cabe ao setor colchoeiro oferecer isso e muito mais a ele.

Nós, com Anuário de Colchão Brasil 2021, estamos fazendo a nossa parte, levando conteúdo estratégico para a cadeia colchoeira, com apoio de dezenas de empresas que têm o mesmo objetivo, vender mais e gerar mais satisfação ao consumidor. Assim todos ficarão felizes.